Bailarina, arte-educadora e escrevedora. Arteira. Devoro fartos banquetes de boas palavras e salpico com parte delas o aperitivo noturno servido por aqui.
Idéias livres, espírito inquieto e contos mal contados. Palavras soltas ao vento ou voando amarradas em pseudo-poesia. Nenhuma convicção.
A possibilidade de ver todo e qualquer pensamento transformado a qualquer momento. O encantamento. As esperanças. O flerte da felicidade plena com o desespero e a escuridão.
Sirva-se à vontade!
Acrescente sal ou pimenta, se desejar.


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Terça-feira, Agosto 19, 2008


Compreendi que, apesar de todas as distâncias e dos sucessivos períodos de guerras, batalhas, ideais, luminosidade, trevas, superação e empobrecimento, aos quais convencionou-se chamar História, ocupávamos todos, sem pretensas névoas ou suposta magia, o mesmo espaço; presente.

Déa Paulino [3:46 AM]
Fala que eu te escuto:

. . . . . . . . . . . . . . . . . .

Domingo, Agosto 10, 2008

DISSE-O NÁRIO:

A palavra escrita. Lida e escolhida. Escondida. Encolhendo seca esturricando depois de lavar. A palavra deitada à sombra preguiçosa e malemolente. A palavra alimentada e gorda. Excessiva. A palavra prego frouxo no oco. A palavra onda salgada mergulhando no mar. A palavra profunda abstrata insistente. A palavra solta rebenta amarrada a outra. Palavra demente absorta. A palavra que fugidia não se deixa calçar.
A palavra que veste e despe. Acresce. A palavra que faltava. O corte das palavras a sobejar. A palavra primeva, provimento, apetece. A palavra remota amiga. A palavra colorida astuta e exibida. Palavra onde refocilar.
À palavra por amor. Aos que amam a palavra por afeto. Identificação; distintas identidades. Autenticidade. Entre monitores, canetas, papéis e folhas. Em camas, sofás e cadeiras. Redes. Palavras convergentes em espíritos opostos.
Gosto da palavra posta ao altar.

Déa Paulino [5:57 AM]
Fala que eu te escuto:

. . . . . . . . . . . . . . . . . .

Segunda-feira, Agosto 04, 2008

SUBLINHAMENTOS
ou Revisitando meu primeiro livro favorito

Os passarinhos lá se escondem,
para ninguém os maltratar:
no último andar.

De lá se avista o mundo inteiro:
tudo parece perto, no ar.
É lá que eu quero morar:

no último andar.



Excerto do poema O último andar, por Cecília Meireles, no livro Ou isto ou aquilo

Déa Paulino [5:43 AM]
Fala que eu te escuto:

. . . . . . . . . . . . . . . . . .